Bancadas do PR querem voltar a negociar espaço no governo
Líder no Senado vai pedir reunião com ministras na terça-feira (7).
Partido quer um ministério para voltar a integrar a base do partido.
Iara LemosDo G1, em Brasília
Senador Blairo Maggi (MT), líder do PR no Senado
(Foto: Pedro França/Ag. Senado)
As bancadas do PR na Câmara e no Senado querem voltar a negociar com o governo federal, a partir da próxima semana, uma posição sobre a possibilidade de o partido voltar a integrar a base governista.
Para tanto, o líder do PR no Senado, Blairo Maggi (MT), afirmou que vai bater na porta do Palácio do Planalto na próxima terça-feira (7) a fim de pedir uma audiência com as ministras da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e com a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti.
"Da forma como está não é confortável.
Queremos que o governo diga se tem espaço para o PR no governo e, se tiver, como vamos avançar nas negociações. O Ministério dos Transportes hoje é uma indicação da presidente [Dilma Rousseff]. Queremos conversar para ter o nosso espaço", afirmou o senador.
A demanda por um ministério para que o PR volte a integrar a base do governo já havia sido solicitada pela bancada do partido no Senado em setembro do ano passado, sem retorno. A partir de agora, as conversações com o governo devem ser feitas em conjunto com a bancada da Câmara.
"O governo tem nos convidado para voltar [para a base]. Queremos sentar com eles e ver o que eles têm a nos oferecer. Sem dúvida, há uma posição de desconforto neste momento" disse o líder do partido na Câmara, Lincoln Portela (MG).
Ministério dos Transportes
Em julho, o partido declarou independência do governo após a demissão do ex-ministro Alfredo Nascimento (AM) dos Transportes e de mais de 20 funcionários da pasta ligados ao partido. Maggi chegou a dizer na época que recusou o convite para ocupar o ministério por conta de seus negócios empresariais.
O atual ministro, Paulo Sérgio Passos, é filiado ao PR, mas, segundo o senador, não representa o partido. Ele era secretário-executivo do ministério e ficou no comando da pasta interinamente desde que Alfredo Nascimento deixou o cargo.
Atualmente, o PR tem no Congresso uma bancada composta por sete senadores e 40 deputados federais.
PR do Senado anuncia que rompe com governo e vai para oposição
Motivo é indefinição sobre a volta do partido ao Ministério dos Transportes.
Anúncio foi feito pelo líder Blairo Maggi. Líder na Câmara discorda.
O líder do PR no Senado, Blairo Maggi (MT), anunciou nesta quarta (14) que a bancada de senadores do partido rompeu com o governo e irá para a oposição. A bancada do PR é formada por sete dos 81 senadores.
Segundo Maggi, o motivo do rompimento é a indefinição sobre a volta do partido ao controle do Ministério dos Transportes. Desde que o senador Alfredo Nascimento (PR-AM) deixou o cargo, em julho, em razão de denúncias de irregularidades, o ministro dos Transportes é Paulo Sérgio Passos.
Embora filiado ao PR, Passos não é reconhecido pelos senadores como uma indicação do partido.
"Estávamos negociando a volta do PR ao Ministério dos Transportes. Sempre deixamos claro que era isso que queríamos. Voltamos a negociar, mas, não tivemos resposta. Hoje conversamos com a Ideli [Salvatti, ministra das Relações Institucionais] e decidimos que não tem como seguir nessa negociação.
Avisamos ao governo para não contar mais com o PR da forma disponível como contava. Significa que estamos neste momento na oposição. Não significa que é uma oposição raivosa, mas é uma oposição", declarou Maggi.
O site de Maggi na internet reproduz uma declaração do senador segundo a qual ele afirma que o governo "nos empurra com a barriga o tempo todo". "Cansei", disse o senador, segundo o texto. "Resolvemos em conjunto que estamos fora do governo, e, se a [bancada na] Câmara quiser continuar com a Dilma, que o faça", declarou.
Câmara
Na Câmara, o líder do PR, Lincoln Portela (MG), afirmou que a decisão anunciada por Blairo Maggi "não reflete a posição do partido". "Não sei qual a posição que a presidente Dilma vai tomar a partir dessa postura dos senadores do PR. Mas não se trata de uma posição do partido, é uma posição do Senado", disse.
Segundo o deputado, na Câmara, o PR continuará a adotar uma postura de "independência"."Para o partido na Câmara, o diálogo sobre o um possível retorno à base aliada não passa por indicação ao Ministério dos Transportes, passa por um entendimento, um acordo político."
A bancada do PR na Casa é composta por 37 deputados. De acordo com Lincoln Portela, a orientação da legenda é aprovar projetos de "interesse nacional", independentemente da posição do governo.
Novo líder do governo
Blairo Maggi disse que comunicou oficialmente a decisão da bancada do PR ao novo líder do governo, senador Eduardo Braga (PMDB-AM), e ao líder do PT na Casa, senador Walter Pinheiro (BA), em uma reunião no café do Senado. "O novo líder começou reclamando do problema que tem", disse Maggi.
Segundo Maggi, a ministra Ideli Salvatti, com quem o partido estava negociando o retorno ao governo, não chegou a manifestar a intenção de oferecer nenhum outro ministério para o partido. Segundo ele, o PR sempre deixou claro que não gostaria de ter nenhum outro cargo que não fosse o comando do Ministério dos Transportes.
"O partido acha que é o único espaço em que pode recuperar seu nome", disse o líder do PR. Maggi afirmou que a decisão não tem caráter pessoal e que tem "carinho" pela presidente Dilma. "Eu não tenho nada pessoal contra a presidente Dilma. Vou continuar tendo carinho e respeito por ela. Agora, em questões políticas, preciso cuidar da minha base", afirmou.
Por meio das assessorias, o Palácio do Planalto e a Secretaria de Relações Institucionais informaram que não iriam se manifestar nesta quarta sobre a decisão da bancada do PR no Senado.
Veja só após a Saída do Ministro Alfredo Nascimento o Governo colocou outro representante do mesmo partido em sua substituição; só que este novo ministro não tem o apoio e a representatividade das bases do partido.
irritado por mais espaços o Senador Blairo Maggi anuncia a ruptora com o governo.
Após a doença do ex presidente Lula que é o principal interlocutor e responsável por aglutinar a base aliada, agora, o governo Dilma começa a mostrar sinais de cansaço e até de enfado para manter a maioria a seu favor, principalmente em um ano de eleições municipais quando cada um tenta ver apenas o seu lado e o que lhe interessa.
Vamos continuar acompanhado os desdobramentos desta decisão.
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