Por: Jânio Santos de Oliveira
Presbítero e professor de teologia da Igreja Assembléia de Deus Taquara - Duque de Caxias- Rio de Janeiro
pofjanioopinasobreapolitica.blogspot.com
Lupi diz que ama presidente Dilma e pede desculpa por declarações
Ele voltou a comentar frase de que só sairia do cargo 'abatido à bala'.
Ministro do Trabalho falou na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara.
Sandro Lima Do G1, em Brasília
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, pediu desculpas à presidente Dilma Rousseff pelas declarações de que só sairia do cargo "abatido à bala" durante audiência na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (10).
Conforme apuração do jornal "O Globo, as declarações sobre sua manutenção no cargo não teriam sido bem aceitas por Dilma, que deixou claro para Lupi que ela é quem decide quem fica ou quem sai do governo.
“Presidente, desculpe se eu fui agressivo, não foi minha intenção, eu te amo”, disse Lupi durante o depoimento aos deputados.
“Como vou desafiar a presidente Dilma? Eu a conheço há 30 anos. Não é cargo que nos guia na vida, é a causa”, completou Lupi. O ministro alegou inocência das acusações de suposto desvio de verbas na pasta e disse se sentir “profundamente agredido” pelas denúncias.
Lupi foi à comissão para esclarecer reportagem publicada no fim de semana pela revista "Veja" que apontou envolvimento de funcionários da pasta em um suposto esquema de desvio de recursos de convênios com entidades privadas. Por conta das denúncias, o ministro Carlos Lupi afastou no sábado (5) o coordenador de qualificação da pasta.
Ele compareceu espontaneamente à comissão para evitar ser convocado. Parlamentares da oposição haviam apresentado requerimento de convocação, mas retiraram o pedido diante da iniciativa do ministro. “Vim porque considero uma obrigação. É meu dever dar explicações”, disse Lupi aos deputados.
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• Lupi diz que frase sobre só sair 'abatido à bala' não é desafio a Dilma
O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, disse nesta quarta-feira (9) que as declarações de que só sairia do cargo "abatido à bala" não são um desafio à presidente Dilma Rousseff.
Perguntado se as declarações eram um desafio a Dilma, ele afirmou: "Estou desafiando a onda de denuncismo que o Brasil virou. Eu estou desafiando a gente macular a honra das pessoas sem direito de defesa. Eu estou desafiando aqueles que mentem. Eu estou desafiando aqueles que usam da mentira um instrumento para acabar com a reputação das pessoas", disse Lupi em reunião no Plano Brasil Sem Miséria, em hotel de Brasília.
Lupi disse que a crise na pasta já está superada. Segundo ele, tudo já está "documentado, explicado e entregue à mídia". "Quem não deve, não teme", completou.
Ao ser questionado se o ministro seria a "bola da vez" – em referência a atual crise, Lupi brincou: "Só se for a bola sete, que é a bola que dá a vitória".
Lupi afirmou ainda não ter indícios de que a equipe da cúpula do ministério tenha envolvimento em irregularidades. Segundo ele, o afastamento do coordenador de qualificação da pasta, Anderson Alexandre dos Santos, ocorreu porque ele, Lupi, "gosta de transparência".
"Eu não posso impedir que tem alguém no vigésimo escalão na ponta que tenha feito alguma coisa errada, se tiver feito, cadeia para o corrupto e para o corruptor", disse.
Relatório do TCU
Com relação ao relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) que aponta irregularidades em mais de 500 contratos no ministério do Trabalho, Carlos Lupi desmentiu e revelou que houve "deformação da informação".
"Não tem 500 que não foram fiscalizadas, tem cerca de 186 que não foram colocados no Sistema Integrado de Informação, o Siaf. Então as pessoas pecam com a informação e deformação a informação" afirmou Lupi.
Durante o depoimento na Câmara, Lupi afirmou ainda que “tem muita gente querendo dar [o primeiro tiro]”. Em seguida, disse que fez a declaração porque gosta de “fazer o embate”, mas voltou a dizer que não quis desafiar a presidente Dilma Rousseff.
Lupi também comparou as denúncias a “um tribunal de inquisição” e desafiou que as provas sejam mostradas. “Se alguém fez algo no ministério foi individual e que pague. Pedi à Polícia Federal para ir fundo”. “Corrupção dentro do meu ministério e do meu partido não há. Ninguém vai macular minha vida", afirmou.
Ele também classificou as acusações como “infundadas”. Segundo ele, não se pode misturar problemas administrativos com problemas de corrupção.
Confiança
Lupi disse ter total confiança em seu ex-chefe de gabinete Marcelo Panella, que estaria envolvido nas irregularidades. “Não tem possibilidade do Marcelo Panella estar envolvido em nada que seja irregular”, disse. “Nunca fizemos esquema. Estou afirmando isso. Coloco toda confiança nesse meu companheiro [Panella]”, concluiu.
Segundo reportagem da “Veja”, deputados teriam relatado a Giles Azevedo, chefe de gabinete da presidente Dilma Rousseff, a cobrança de propina a organizações não-governamentais contratadas pelo ministério do Trabalho. Em nota, Giles negou ter recebido as denúncias. Tal fato teria causado a demissão de Panella. Segundo Lupi, Panella deixou o ministério por problemas de saúde.
Lupi também foi questionado se teria utilizado um jatinho de Adair Meira, que controla duas ONGs - a Fundação Pró-Serrado e a Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração (Renapsi) – que estariam envolvidas em irregularidades. “Nunca andei em jatinho de Adair, não o conheço (...) Não tenho nenhum tipo de relação com ele, apenas ter conhecido em algum evento público, isto é normal”, disse.
O ministro disse que vai acompanhar as investigações. “Não vou me conformar enquanto isso não chegar ao fim”.
Convênios
Lupi disse ainda que, de 2003 a 2007, o ministério firmou 491 convênios com ONGs. Segundo ele, 97 ainda estão em execução, seis apresentam pendências, 10 estão em análise, quatro prestações de contas foram rejeitadas e oito precisam apresentar documentos adicionais.
Ele afirmou que os convênios da pasta com ONGs são feitos por meio de chamada pública. “Não indicamos, não direcionamos, não temos como vetar participação de ninguém”. De acordo com Lupi, “pode ter tido falha na execução dos projetos, que pode ser sanada, e a ONG tem prazo para cumprir”.
Após a audiência, Carlos Lupi disse não temer ter o mesmo destino de Orlando Silva, que deixou o comando do Ministério do Esporte após uma série de denúncias de irregularidades em convênios firmados entre a pasta e ONGs.
"Não temo [que aconteça o mesmo que o que ocorreu com Orlando Silva] porque comigo até agora não apareceu ninguém para me denunciar”", disse Lupi, em referência as denúncias feitas pelo policial militar João Dias de que Orlando Silva teria recebido dinheiro proveniente do esquema de corrupção na garagem do ministério.
Segundo Lupi, “foi cometida uma "injustiça [contra Orlando], mas eu te garanto que vou até o fim na verificação destas denúncias”".
'Não disse que não o conheço', afirma Lupi sobre dirigente de ONG
No Senado, ao contrário da Câmara, afirmou ter usado avião particular.
Ministro disse que ex-secretário é quem tem de explicar quem pagou.
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, admitiu o uso de um avião particular, em viagem ao Maranhão em 2009, mas negou nesta quinta-feira (17), em depoimento de três horas à Comissão de Assuntos Sociais do Senado que tenha mentido ao afirmar que não conhecia o empresário Adair Meira.
Confira o minuto a minuto da sessão,
12:39
Após três horas de sessão, Jayme Campos agradece a Lupi pela presença e encerra os trabalhos da comissão. "Se satisfez ou não satisfez, quem vai fazer a avaliação são os senadores e o povo brasileiro", disse Campos.
12:37
O presidente da comissão, senador Jayme Campos, diz à senadora Katia Abreu que a leitura do requerimento da senadora terá de ser feita na próxima sessão porque exigiria as assinaturas de pelo menos nove senadores.
12:36
Eduardo Suplicy pede a palavra e agradece pelos esclarecimentos.
12:35
O que estão fazendo comigo deve estar vendendo muito jornal
12:35
O ministro Lupi disse que, na Câmara, anotou as perguntas e, no momento em que foi perguntado, não lembrou do nome e passou a procurar nos papeis. "Meu crime foi ter falhado na hora do nome", disse.
12:33
Lupi respondeu ao senador Eduardo Suplicy, que pediu a ele que esclarecesse contradições. O ministro voltou a dizer que não tem "relação pessoal" com o empresário Adair Meira. "Eu tenho conhecimento, já jantei com ele com jornalista do lado. O sr. sabe que, com jornalista, não há segredo possível", declarou.
12:29
Lupi admitiu que pode haver erro no pagamento do seguro-defeso aos trabalhadores da pesca, mas disse que os ministérios do Trabalho e da Pesca estão trabalhando para corrigir os problemas e evitar fraudes. Ele havia sido questionado por Kátia Abreu sobre o assunto.
12:28
O ministro Carlos Lupi disse que providenciará as respostas ao requerimento de Katia Abreu e entregará até a próxima semana.
12:27
Lupi responde a Kátia Abreu. Diz que tem "profundo respeito" por ela. "Agora, temos visões diferentes", declarou. Ele afirmou que, no caso do Codefat, não se intrometeu na disputa entre confederações patronais. Segundo o ministro, a CNA (Confederação Nacional da Agricultura) e outras confederações patronais pediram para sair do conselho.
12:24
O ministro afirma que o PDT no ministério ganha "poderosos inimigos" porque o partido tem lado e defende os mais fracos.
12:22
Lupi diverge dos senadores e diz que a presença do PDT no governo é a afirmação da causa histórica defendida pelo partido.
12:22
Presidente Dilma é uma herdeira do trabalhismo também. Ela fundou o PDT
, ministro do Trabalho Carlos Lupi
12:21
Em referência às manifestações de senadores que defenderam a saída do partido do governo, Lupi diz que no PDT "ninguém persegue ninguém". Ele afirma que, no partido, mesmo sob divergência, a unidade é mantida.
12:19
Carlos Lupi responderá às últimas indagações e fará as considerações finais, antes do encerramento da sessão.
12:18
Jayme Campos dá a palavra a Kátia Abreu. Ela afirmou que o ministro recebeu três diárias para a viagem de avião ao Maranhão, em 2009.
12:15
Senador Eduardo Suplicy tem a palavra. Suplicy mostrou jornal com foto de Lupi em que ele aparece ao lado do empresário Adair Meira.
Suplicy afirma que houve uma contradição entre o que Lupi disse na Câmara e as informações que surgiram na imprensa que contrariaram o que ele havia dito. "Coloco isso com essa ênfase para que o sr. tenha a oportunidade de esclarecer com muita ênfase essa contradição", disse o senador.
12:13
Presidente da sessão da comissão, senador Jayme Campos colocou em votação o requerimento com pedido de informações feito por Kátia Abreu, aprovado pela comissão. Requerimento será encaminhado a Lupi para que Ministério do Trabalho responda.
12:08
Kátia Abreu pergunta ao ministro por que se faz opções por ONGs em vez de se priorizar governos estaduais e municipais.
12:03
Kátia Abreu pediu ao presidente da sessão, senador Jayme Campos (DEM-MT), para protocolar requerimento para receber convênio 60051, de R$ 2,37 milhões, firmado em 2007, celebrado pelo Ministério do Trabalho com a ONG Pró-Cerrado. A senadora diz ter informações de que o dinheiro que pagou o avião usado pelo ministro saiu desse convênio.
11:56
Senadora Kátia Abreu reclama da exclusão de confederações empresariais do Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador) e responsabilizou o ministro Carlos Lupi. "O ministro Lupi achou que a CNA (Confederação Nacional da Agricultura) não podia presidir o Codefat", disse. Segundo ela, o ministro estimulou a criação de confederações empresariais para evitar que a CNA assumisse.
11:52
Senadora Kátia Abreu (PSD-TO) tem a palavra.
11:51
Arruda defende "democratizar a mídia". "Eu não quero ser editado", disse.
11:49
Inácio Arruda afirma que as denúncias contra ministros têm por finalidade atingir a presidente Dilma Rousseff. "Quem sabe até derrubá-la", declarou.
11:48
Arruda disse que, no caso de Orlando Silva (ex-ministro do Esporte, do PC do B), houve uma "calúnia". No de Lupi, segundo o senador, "nem uma calúnia houve". "Consideramos que não podemos aceitar esse tipo de investida", afirmou.
11:47
Inácio Arruda disse que o debate que se faz em torno das denúncias que envolveram o PC do B no Ministério dos Esportes e o PDT no do Trabalho é de "natureza política".
11:42
Presidente da sessão, Jaime Campos (DEM-MT) concede a palavra ao senador Inácio Arruda (PC do B-CE)
11:39
A saída [do ministério] nos permitiria reaglutinar em busca de uma identidade que está um pouco perdida
,senadorCristovam Buarque
11:39
Buarque disse que, se deixar o ministério, o PDT não irá para a oposição.
11:38
Cristovam Buarque disse que, "diante de todas as dúvidas, temos de ver se não é o caso de o PDT apear-se", deixando o ministério.
11:36
Cristovam Buarque disse que Lupi "cresceu" depois de ter entrado no Ministério do Trabalho. "O sr. trouxe para o mercado de trabalho milhares de trabalhadores informais", disse o senador, em referência à "grandeza que o sr. adquiriu". Disse que, por isso, Lupi não pode sair "menor" do ministério.
11:33
Senador Cristovam Buarque (PDT-DF) tem a palavra para perguntar a Carlos Lupi.
11:32
Carlos Lupi pede ao senador Pedro Taques: "Me dê o direito de mostrar à população que o que falam não corresponde à verdade".
11:31
A verdade vai vencer. Tenho muita fé na verdade de Deus, e ela vence. Mas, às vezes, tem de ter paciência, ministro do Trabalho Carlos Lupi
11:30
Estou tomando todo o cuidado para segurar o meu sangue italiano, ministro do Trabalho Carlos Lupi
11:29
Lupi agradece "o apoio e a solidariedade" do senador Acir Gurgacz. "Quando a gente tem opinião, a gente desagrada a muita gente", afirmou.
11:27
Só posso me limitar a dizer que ela [Dilma] pediu que eu continuasse ministro do Trabalho Carlos Lupi
11:26
Demóstenes Torres pede a Lupi detalhes da conversa que teve com a presidente Dilma Rousseff.
11:26
Quando vou aos estados, aos municípios, nos fins de semana, também faço atividade partidária, ministro do Trabalho Carlos Lupi
11:25
"A informação do sr. Adair é que intermediou a cessão da aeronave, mas não pagou", declarou Lupi.
11:24
Lupi afirmou que pediu à Polícia Federal para abrir inquérito e investigar as denúncias.
11:23
"Eu deveria ter dito: 'Não tenho relação pessoal' [com o empresário Adair Meira]", disse Lupi, que afirma que se equivocou.
11:22
Lupi faz uma correção: disse que o que leu anteriormente não foram notas taquigráficas, mas a de gravação (da sessão da comissão da qual participou na Câmara, na semana passada).
11:21
Carlos Lupi disse que empresário do Maranhão que tem relações com o partido cedeu aeronave para deslocamentos durante a viagem.
11:20
Lupi afirmou que, se houver irregularidade nas diárias de viagem que recebeu, devolverá o dinheiro.
11:20
Carlos Lupi passa a responder ao grupo de senadores que o interpelou.
11:17
Entendo que esses fatos são graves e estão a merecer uma maior investigação, senador Pedro Taques
11:17
Pedetista, Taques diz que "não há mais confiança" da sociedade no PDT à frente do Ministério do Trabalho e defende que o partido se afaste da pasta.
11:16
Senador Pedro Taques (PDT-MT) faz perguntas ao ministro Carlos Lupi.
11:14
Estamos aqui para dar o apoio a Vossa Excelência, para que continue esse trabalho
, senador Acir Gurgacz
11:13
Gurgacz afirma que Lupi tem feito, como ministro, "trabalho importante" de geração de empregos.
11:12
Senador Acir Gurgacz (PDT-RO), do partido do ministro, tem a palavra para fazer interpelações a Lupi.
11:10
Marinor Brito afirmou que vai subscrever pedido de investigação de Lupi.
11:08
Marinor Brito disse que Lupi afirmou que viajou no avião em missão institucional e em missão partidária. "Se viajou em missão partidária, tem de devolver as diárias", declarou a senadora.
11:06
Não estamos aqui demonizando ou tentando encontrar chifre na cabeça de cavalo. A presidenta Dilma acreditou no sr? Está descartada a sua exoneração?
, senadoraMarinor Brito
11:04
Marinor Brito (PSOL-PA) é a próxima senadora a fazer perguntas ao ministro do Trabalho.
11:01
O senador pergunta se a ONG de Adair Meira é a "maior operadora" do Ministério do Trabalho.
10:59
Demóstenes Torres pergunta se Lupi recebeu diárias para fazer a viagem no avião que teria sido "providenciado" por Adair Meira. Ele lê trecho de entrevista de Meira em que o empresário comenta a declaração de Lupi na Câmara, que disse que não o conhecia.
10:57
O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) tem a palavra para fazer perguntas a Lupi.
10:55
Em resposta a Eduardo Suplicy, Lupi afirmou que conhece o empresário Adair Meira. "Não tenho o que esconder", declarou.
10:52
A imprensa tem de debater o espaço ao direito de resposta. ministro do Trabalho Carlos Lupi
10:49
Álvaro Dias pede a Lupi que peça perdão por ter mentido ao país. "Eu não menti", respondeu Lupi.
10:48
Ministro, essa tentativa de justificar o injustificável torna isso mais ridículo , senador Álvaro Dias
10:47
Lupi lê as notas taquigráficas para sustentar as declarações que deu na semana passada na Câmara a fim de demonstrar que não mentiu.
10:45
Carlos Lupi começa a responder às indagações dos primeiros senadores que se manifestaram.
10:42
Suplicy afirmou que é "fundamental" que Lupi tenha reconhecido "enganos que eventualmente cometeu".
10:40
Eduardo Suplicy (PT-SP) é o quarto senador a se manifestar. "Às vezes todos nós, pessoas públicas, não reconhecemos de pronto todas as pessoas", disse o senador. "É natural que Vossa Excelência tenha esquecido um nome, e acho que hoje é importante esse esclarecimento, e acredito que já tenha feito [o esclarecimento] à presidente Dilma Rousseff", declarou.
10:37
A terceira senadora a falar é Vanessa Graziottin (PC do B-AM). Ela rebateu a fala de Ana Amélia, segundo a qual teria havido tratamento diferenciado, no Senado, nos casos de Orlando Silva, que deixou o Esporte, e de Carlos Lupi. "Não houve blindagem [de Orlando Silva]", afirmou Vanessa Graziottin.
10:34
Ana Amélia Lemos disse conhecer bem o PDT e fez referências elogiosas a Leonel Brizola, que foi fundador e o principal líder do partido. "No Rio Grande do Sul, [o PDT] é um partido de excelência." "Eu queria que o sr. situasse a questão partidária", afirmou, em referência às avaliações de pedetistas de que Lupi deveria se afastar do cargo.
10:30
A senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS) é a segunda a falar e apresentar indagações ao ministro. Ela quer saber quantos convênios há no Ministério do Trabalho.
10:28
Álvaro Dias afirmou que há um "aparelhamento visível" no Ministério do Trabalho porque, segundo ele, é o partido do ministro que indica os ocupantes de cargos.
10:20
O crime de responsabilidade é conseqüência da mentira proferida por Vossa Excelência, senador Álvaro Dias
10:20
Álvaro Dias disse a Lupi que ele mentiu ao afirmar, na Câmara, que não tinha viajado no avião.
10:18
O primeiro senador inscrito para indagar Carlos Lupi é o oposicionista Álvaro Dias (PSDB-PR). "Vossa Excelência está subestimando a inteligência dos brasileiros", afirmou o senador.
10:17
Ao encerrar seu pronunciamento inicial, Lupi disse que era o momento que esperava. "É isso que eu queria. Esse ambiente onde eu pudesse falar sem ser editado", declarou.
10:16
É muito difícil esse processo de memorização
10:11
Vídeo expõe contradição de ministro Lupi sobre viagem em avião
10:11
"Quem tem de explicar o pagamento dessa aeronave não sou eu", disse Lupi. Ele afirmou que Adair Meira já disse que não pagou pelo aluguel da aeronave.
10:10
Eu quero saber do que estou sendo acusado
10:08
O ministro Carlos Lupi disse que sofre uma "tentativa de linchamento público".
10:08
Não fiz cena , teatro, eu simplesmente me socorri de um documento para localizar o nome da pessoa, ministro do Trabalho Carlos Lupi
10:05
Essa falácia de que o Ministério do Trabalho é um aparelho se quebra pela chefia dos cargos nas secretarias, Ministro do Trabalho Carlos Lupi
10:04
Na semana passada, na Câmara, Lupi afirmou que não sabia quem era Adair Meira. "Não fiz cena , teatro, eu simplesmente me socorri de um documento para localizar o nome da pessoa", afirmou.
10:03
Carlos Lupi disse que não tem relação pessoal com Adair Meira, empresário que comanda ONG que teria providenciado avião no qual voou no Maranhão.
10:00
Polícia Federal vai investigar voo feito pelo ministro do Trabalho
09:58
Video sobre viagem de Lupi causa incômodo
09:57
Assista: presidente do PDT diz que Lupi deveria sair do cargo
09:56
Não podemos viver numa sociedade onde se edita falas, onde se usa respostas fora de contexto, para demonizar um cidadão, ministro do Trabalho Carlos Lupi
09:55
Nesta quinta, Carlos Lupi chegou à Comissão de Assuntos Sociais do Senado às 9h45. Ele começou falando sobre os resultados da gestão dele no Ministério do Trabalho.
09:54
Relembre: ministro do Trabalho é suspeito de corrupção
09:50
Parlamentares querem explicações do ministro sobre denúncias de que ele teria usado um avião particular providenciado por Adair Meira, diretor de ONGs que têm contratos com o Ministério do Trabalho.
09:45
Acompanhe, ao vivo, a audiência do ministro do Trabalho Carlos Lupi no Senado.
Meira é dirigente de ONGs posteriormente beneficiadas por convênios com a pasta. O avião utilizado pelo ministro teria sido pago pelo dirigente. O ministro afirmou aos senadores que Ezequiel Nascimento, ex-secretário de Políticas Públicas e Emprego do ministério, é quem tem de explicar quem pagou a viagem. "Eu fui de carona do Ezequiel. Compete ao Ezequiel e à companhia aérea [explicar]", afirmou
Na última quinta (10), Lupi foi à Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara para falar sobre o suposto esquema de desvio de verbas públicas e negou ter relações pessoais com Meira. "Nunca andei em jatinho de Adair, não o conheço (...) Não tenho nenhum tipo de relação com ele",” disse Lupi na ocasião.
Nesta quinta, ele leu o trecho das notas taquigráficas de sua fala na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara. "Eu não menti. Eu não disse em nenhum momento que não andei na aeronave."
O ministro afirmou que não memorizou ou guardou o nome de Adair Meira quando o conheceu. "A memória às vezes falha, eu sou humano (...) Quantos ministros e deputados podem ter usado avião em atividades rotineiras de quem não conhece? Meu erro foi não checar com a apuração que devia. Isso foi o que aconteceu."
No início desta semana, foi divulgada uma foto de Lupi desembarcando em um turbo-hélice King Air. Em nota divulgada na semana passada, o Ministério do Trabalho havia dito que, durante a viagem ao Maranhão, o ministro andou somente em um bimotor Sêneca “de responsabilidade do PDT”.
O empresário Adair Meira contradisse Lupi ao afirmar que esteve com o ministro na mesma aeronave em um dos trechos da viagem. Ele confirmou ter intermediado o aluguel do King Air, mas negou ter arcado com os custos.
Relacionamento com Meira
Nesta quinta, Lupi explicou as declarações sobre seu relacionamento com Meira. "Nunca neguei que o conheço [Adair]. Eu disse que não tinha relação [com ele], o que é diferente", afirmou. No depoimento, Lupi disse que conheceu Adair Meira em 2009, durante viagem ao Maranhão, quando utilizaram a mesma aeronave.
• PDT avaliará se permanência de Lupi é 'oportuna', diz presidente do partido
PDT avaliará se permanência de Lupi é 'oportuna', diz presidente do partido
André Figueiredo afirmou que executiva do PDT se reúne nesta quinta-feira.
Segundo ele, Lupi disse 'não saber' quem pagou aeronaves usadas por ele.
O presidente do PDT, André Figueiredo, afirmou nesta quinta-feira (16) que o partido vai discutir se a permanência do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, à frente da pasta é "oportuna".
Segundo ele, a executiva nacional do partido vai se reunir nesta quinta (17), em Brasília, para avaliar as denúncias de que Lupi teria usado, durante viagens ao Maranhão em 2009, um avião pago por Adair Meira, dirigente de ONGs posteriormente beneficiadas por convênios com o ministério.
"Nós temos hoje total confiança no ministro Lupi, confiança de que não houve irregularidade. Resta saber se é oportuna a permanência dele no Ministério do Trabalho", afirmou. Figueiredo disse que o partido está sofrendo "desgaste" com as denúncias.
"É uma situação de desgaste, por mais que se questione a gravidade do conteúdo, mas o nome dele [Lupi] e do partido sendo colocado todo dia de forma negativa na imprensa é desgastante", afirmou.
, Lupi disse que a presidente Dilma Rousseff reiterou a confiança nele e pediu que permanecesse à frente do Ministério do Trabalho. "Segundo Lupi, a presidente reiterou a confiança no trabalho dele e não vê motivos para substituí-lo."
O presidente do PDT afirmou esperar que Lupi esclareça as incertezas em torno do pagamento das aeronaves usadas em 2009.
"Esse equívoco tem que ser esclarecido. Tem que explicar a cessão do Sêneca e o uso do King Air", afirmou. Segundo ele, Lupi admitiu ter andando no avião de modelo King Air, mas disse que "não sabia" que a aeronave havia sido "providenciada" por Adair Meira.
"Ele não sabe de onde veio a aeronave King Air. Não se lembrava que tinha andado nesse voo", disse Figueiredo.
Segundo um integrante da cúpula do PDT, parcela "significativa" do partido já quer a substituição de Lupi por achar que a sigla é "a maior prejudicada" com as denúncias que envolvem o ministro. Ele afirmou que o partido poderá colocar o cargo à disposição de Dilma, sem indicar nomes.
Foto no avião
Nesta terça (15), foi divulgada uma foto de Lupi desembarcando em um turbo-hélice King Air. Em nota divulgada na semana passada, o Ministério do Trabalho havia dito que, durante a viagem ao Maranhão, o ministro andou somente em um bimotor Sêneca “de responsabilidade do PDT”.
Em entrevista também nesta terça, o empresário Adair Meira contradisse Lupi ao afirmar que esteve com o ministro na mesma aeronave em um dos trechos da viagem. Ele confirmou ter intermediado o aluguel do King Air, mas negou ter arcado com os custos.
Nesta quarta-feira (16), o presidente do PDT no Maranhão, Igor Lago, afirmou que o partido não pagou pelo aluguel das aeronaves usadas pelo ministro do Trabalho. Ele disse que enviou na tarde de terça (15) a declaração de contas do PDT maranhense ao presidente nacional da sigla, deputado André Figueiredo (CE).
"Na declaração de contas de 2009, não constatamos nenhum pagamento do partido pela viagem. Não temos a menor ideia de quem pagou pelo aluguel dos aviões. O PDT não pagou", afirmou ao G1.
'Não sei de menor movimento de queda do Lupi', diz líder do governo
Ele afirmou que 'não ouviu' o nome do ministro em reunião com Dilma.
Deputado Paulo Pereira da Silva afirmou que PDT não pode 'demitir Lupi'.
O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), afirmou nesta quarta-feira (16) que não há movimentação no Palácio do Planalto que indique a saída ministro do Trabalho, Carlos Lupi, do comando da pasta.
Segundo ele, o nome "Lupi" não foi citado durante a reunião de coordenação política com a presidente Dilma Rousseff nesta tarde. "Durante a reunião, não ouvi o nome 'Lupi', então depreendo que Lupi é ministro. Não sei de menor movimento de queda do Lupi", afirmou.
O deputado disse esperar que o ministro explique, em audiência no Senado marcada para esta quinta (17), como se deu o aluguel de aeronaves usadas por ele durante viagem ao Maranhão em 2009. "Eu acho que o Lupi vai dar explicações", afirmou.
PDT avaliará se permanência de Lupi é 'oportuna', diz presidente do partido
André Figueiredo afirmou que executiva do PDT se reúne nesta quinta-feira.
Segundo ele, Lupi disse 'não saber' quem pagou aeronaves usadas por ele.
Nathalia Passarinho Do G1, em Brasília
O presidente do PDT, André Figueiredo, afirmou nesta quinta-feira (16) que o partido vai discutir se a permanência do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, à frente da pasta é "oportuna".
Segundo ele, a executiva nacional do partido vai se reunir nesta quinta (17), em Brasília, para avaliar as denúncias de que Lupi teria usado, durante viagens ao Maranhão em 2009, um avião pago por Adair Meira, dirigente de ONGs posteriormente beneficiadas por convênios com o ministério.
"Nós temos hoje total confiança no ministro Lupi, confiança de que não houve irregularidade. Resta saber se é oportuna a permanência dele no Ministério do Trabalho", afirmou. Figueiredo disse que o partido está sofrendo "desgaste" com as denúncias.
"É uma situação de desgaste, por mais que se questione a gravidade do conteúdo, mas o nome dele [Lupi] e do partido sendo colocado todo dia de forma negativa na imprensa é desgastante", afirmou.
Segundo Figueiredo, Lupi disse que a presidente Dilma Rousseff reiterou a confiança nele e pediu que permanecesse à frente do Ministério do Trabalho. "Segundo Lupi, a presidente reiterou a confiança no trabalho dele e não vê motivos para substituí-lo."
O presidente do PDT afirmou esperar que Lupi esclareça as incertezas em torno do pagamento das aeronaves usadas em 2009.
• Lupi e líderes do PDT discutem denúncia de voo pago por ONG
"Esse equívoco tem que ser esclarecido. Tem que explicar a cessão do Sêneca e o uso do King Air", afirmou. Segundo ele, Lupi admitiu ter andando no avião de modelo King Air, mas disse que "não sabia" que a aeronave havia sido "providenciada" por Adair Meira.
"Ele não sabe de onde veio a aeronave King Air. Não se lembrava que tinha andado nesse voo", disse Figueiredo.
Segundo um integrante da cúpula do PDT, parcela "significativa" do partido já quer a substituição de Lupi por achar que a sigla é "a maior prejudicada" com as denúncias que envolvem o ministro. Ele afirmou que o partido poderá colocar o cargo à disposição de Dilma, sem indicar nomes.
Foto no avião
Nesta terça (15), foi divulgada uma foto de Lupi desembarcando em um turbo-hélice King Air. Em nota divulgada na semana passada, o Ministério do Trabalho havia dito que, durante a viagem ao Maranhão, o ministro andou somente em um bimotor Sêneca “de responsabilidade do PDT”.
Em entrevista também nesta terça, o empresário Adair Meira contradisse Lupi ao afirmar que esteve com o ministro na mesma aeronave em um dos trechos da viagem. Ele confirmou ter intermediado o aluguel do King Air, mas negou ter arcado com os custos.
Nesta quarta-feira (16), o presidente do PDT no Maranhão, Igor Lago, afirmou que o partido não pagou pelo aluguel das aeronaves usadas pelo ministro do Trabalho. Ele disse que enviou na tarde de terça (15) a declaração de contas do PDT maranhense ao presidente nacional da sigla, deputado André Figueiredo (CE).
"Na declaração de contas de 2009, não constatamos nenhum pagamento do partido pela viagem. Não temos a menor ideia de quem pagou pelo aluguel dos aviões. O PDT não pagou", afirmou ao G1.
PDT
Ainda na tarde desta quinta, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) afirmou que o PDT não tem como tirar Lupi do cargo se ele não quiser sair.
"Só há dois jeitos de o Lupi sair: se ele quiser ou se a Dilma tirar. O partido não tem como tirá-lo", afirmou. Mais cedo nesta quarta, o presidente do PDT, André Figueiredo (CE), afirmou que o partido vai avaliar se a permanência de Lupi à frente do ministério é "oportuna".
Segundo ele, a executiva nacional do partido vai se reunir nesta quinta (17), em Brasília, para avaliar as denúncias de que Lupi teria usado, durante viagens ao Maranhão em 2009, um avião providenciado por Adair Meira, dirigente de ONGs posteriormente beneficiadas por convênios com o ministério.
"Nós temos hoje total confiança no ministro Lupi, confiança de que não houve irregularidade. Resta saber se é oportuna a permanência dele no Ministério do Trabalho", afirmou. Figueiredo disse que o partido está sofrendo "desgaste" com as denúncias.
DRU
Segundo Vaccarezza apenas dois temas foram tratados durante a reunião de coordenação: a crise internacional e a proposta de emenda constitucional que prorroga a Desvinculação de Receitas da União (DRU), que permite ao Executivo gastar, como quiser, 20% das receitas orçamentárias.
De acordo com o deputado, o governo não terá dificuldade em votar a DRU na próxima terça (22). "Temos convicção de que temos condições de votar a DRU na terça. Queremos votar o mais cedo possível na terça porque a oposição está fazendo uma obstrução violenta. O mais provável é terminarmos a votação antes da meia-noite", afirmou.
Para votar o a proposta na próxima terça, o governo precisa da presença de ao menos 51 deputados na Câmara por mais três dias para garantir a realização de sessões no plenário da Casa. Por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição, a DRU precisa ser votada em dois turnos na Câmara e no Senado.
Pelo regimento da Câmara, é preciso respeitar um intervalo de cinco sessões entre o 1º e o 2º turno. A primeira votação da proposta foi concluída na última quarta (9).
A base aliada já conseguiu quorum para contabilizar duas sessões. 'Vamos tentar reunir 51 deputado amanhã, na sexta e na segunda", disse Vaccarezza.
Sobre a viagem ao Maranhão, Lupi disse que por ser uma atividade partidária, pediu ao PDT que organizasse a viagem e que não tomou conhecimento sobre como foram pagas as aeronaves. "Eu não pedi aeronave, não tenho obrigação de saber. Então eu quero saber do que estou sendo acusado."
Lupi também afirmou que utilizou a aeronave a convite de Ezequiel Nascimento, ex-secretário de Políticas Públicas e Emprego. "Eu fui de carona do Ezequiel. Compete ao Ezequiel e a companhia aérea [explicar]", afirmou.
Adair Meira disse que recomendou a Nascimento que alugasse o King Air utilizado por Lupi no Maranhão.
"Eu disse que não tinha andado em avião pessoal [de Adair Meira], é diferente você andar em um taxi-aéreo. Todo avião de carreira é também de um dono", afirmou Lupi.
O ministro disse ainda que “não é crime conhecer as pessoas” e que tem a “melhor referência” das instituições dirigidas por Adair Meira. Lupi reclamou de uma "“tentativa de linchamento”" contra ele e de um “processo de ataques que, segundo afirmou, não se sustenta”.
Procurador-geral diz que Congresso deve apurar se Lupi mentiu
Carlos Lupi negou relação com empresário e dirigente de ONGs Adair Meira.
Oposição quer que órgão investigue se houve 'infração a padrões éticos'.
Débora SantosDo G1, em Brasília
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou nesta quarta-feira (16) que o Congresso deverá apurar se o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, mentiu durante depoimento na Câmara, na semana passada, em que negou ter viajado em aviões do empresário Adair Meira, dirigente de ONGs beneficiadas por convênios com a pasta.
"Pela notícia que tive é algo que se dirige ao Congresso, no âmbito do Congresso pelo fato de, eventualmente, ele não ter dito a verdade. O que isso poderia configurar vai ser apurado pelo Congresso", disse.
O procurador disse que ainda não teve conhecimento da representação protocolada na Procuradoria-Geral da República pelo PSDB pedindo que Lupi seja investigado por crime de responsabilidade e suposta infração aos padrões éticos de conduta da alta administração.
"Crime de responsabilidade se insere de certa forma na coisa penal, mas há também o crime de responsabilidade que pode levar ao impedimento, tem que ver exatamente o enfoque que é dado", disse Gurgel.
Denúncia
Adair Meira afirmou ao G1 nesta terça-feira (15) que Lupi andou em dois modelos de aeronaves durante viagem em 2009 pelo Maranhão, um bimotor Sêneca e um turbo-hélice King Air. O empresário confirmou ter intermediado o aluguel do King Air, mas negou ter arcado com os custos.
A denúncia de que o ministro teria recebido um suposto favor do dirigente de ONGs foi publicada na edição do último final de semana da revista "Veja".
Na última quinta (10), diante dos parlamentares, na Câmara, Lupi negou que tenha andado no mesmo avião que Adair. “Nunca andei em jatinho de Adair, não o conheço (...) Não tenho nenhum tipo de relação com ele, apenas ter conhecido em algum evento público, isto é normal”, disse o ministro do Trabalho.
"A gente tem que analisar os documentos, as notícias dos últimos dias. Só posso opinar quando tiver isso em mãos. Temos que ver com exatidão sobre o que se trata", afirmou o procurador-geral sobre o caso
A oposição quer que o ministro se explique aos parlamentares. "A mentira oficial é crime de responsabilidade. A mentira é uma afronta à sociedade e ao parlamento e desmoraliza o ministro. Desmoralizado, não pode continuar", disse o líder do PSDB, Duarte Nogueira (SP).
Foto divulgada pelo site "Grajaú de Fato" mostra que Lupi também teria desembarcado em Grajaú com o turbo-hélice modelo King Air. No último fim de semana, o Ministério do Trabalho divulgou nota dizendo que Lupi apenas utilizou o modelo Sêneca durante a agenda no Maranhão.
PDT
Senadores do PDT defenderam que o partido entregue o ministério ao governo e não indique substituto para chefiar a pasta. Lupi, no entanto, afirma que a presença do PDT no governo é a afirmação da causa histórica defendida pelo partido.
Lupi disse que ganhou inimigos por ser "leal" à sua causa e afirmou que "“forças reacionárias"” se aproveitam da situação.
"“Nós temos que ter cuidado para não ser instrumento de forças reacionárias que se aproveitam da situação para nos dividir, para não ser instrumento de forças que não conseguem mais se eleger, perdendo eleições presidenciais, que acham que no tapetão podem ganhar do governo”", declarou.
Durante audiência na comissão, Lupi disse que é preciso fazer um debate sobre o direito de defesa na imprensa. "“A imprensa tem que debater um pouco o direito de defesa. Essa discussão tem que ser travada"”, afirmou.
Apesar das críticas, o ministro afirmou que “não se pode "silenciar a democracia e cercear a liberdade de imprensa"”.
“Estas são últimas notícias do G1 o portal do Globo”
Apesar das declarações de amor pela Presidenta Dilma dificilmente o Ministro Carlos Lupi se manterá no ministério.
Infelizmente a troca de ministros vem sendo feita à base de se trocar 6 por meia dúzia já que os que os substitui fazem parte do mesmo partido e do mesmo sistema corrupto.
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