sábado, 22 de outubro de 2011

Muamar Kadhafi e o que a Bíblia diz sobre os amantes do poder

Por: Jânio Santos de Oliveira
Presbítero e professor de teologia da Igreja Assembléia de Deus Taquara - Duque de Caxias- Rio de Janeiro
pofjanioopinasobreapolitica.blogspot.com




Há cerca quatro meses publiquei uma matéria aqui no portal webservos com o título: “A Líbia precisa ser ajudada”; pois bem, veja agora o desfecho do governo Líbio:

As pessoas que desejam o poder sempre superam os que já o possuem e se dispõem a usar o domínio de forma sábia. Talvez isto ocorra porque o poder seduz a pessoa que o detém.

Isto ocorre especialmente nos casos do domínio herdado, mas não reconhecido. A vida de Abimeleque demonstra o que acontece quando a fome pelo poder corrompe o julgamento.

A posição de Abimeleque na família de Gideão como filhos de uma concubina provavelmente criou uma grande tensão entre ele e os muitos outros seus irmãos. Um contra 70. Tamanha desigualdade pode tanto esmagar uma pessoa como torná-la bárbara. Está clara a direção escolhida por Abimeleque. A posição de Gideão como guerreiro e juiz colocara este seu filho em um ambiente de soberba. A morte de seu pai proveu a oportunidade para que ele aumentasse este poder.

Após iniciado o processo, os desastrosos resultados foram inevitáveis. A sede de poder da pessoa não é satisfeita quando ela o obtém – ela apenas se torna mais intensa. A vida de Abimeleque foi consumida por esta sede. Finalmente ele não conseguiu tolerar qualquer ameaça ao seu poder.

EXTERMÍNIO DA CONCORRÊNCIA
“Foi à casa de seu pai em Ofra e matou seus setenta irmãos” (Jz 9:5) – típico político que resolve as diferenças na base do extermínio, Abimeleque promove um banho de sangue para poder ter uma “candidatura única”.

“Então todos os cidadãos de Siquém reuniram-se... para coroar Abimeleque rei”(Jz 9:6) – candidato único, Abimeleque não teve dificuldades para ser eleito.

Abimeleque não foi muito longe em seus desatinos. Morreu tragicamente três anos depois, vitimado por um levante popular contra seu governo (Jz 9:22-57). Sua vida traça um perfil do tipo de mau líder que prolifera em épocas de eleições. Políticos que se afirmam “do povo”, “sangue do nosso sangue”, supostamente defendendo os interesses de uma minoria excluída; que se sustentam com dinheiro roubado e se promovem pelo terrorismo psicológico, pelo “aluguel” de militantes e pela eliminação “preventiva” dos adversários. Tal qual a cartilha de Abimeleque. E o pior: duram bem mais que três anos.

Neste momento o domínio mudara. Ele não tinha mais poder – o poder o dominava. Podemos aprender uma lição com isso: os nossos objetivos controlam as nossas ações. A intensidade do controle está relacionada à importância do objetivo. E o mais importante para Abimeleque era possuir o poder. Sua ambição pelo domínio levou-o não só a destruir seus irmãos como também cidades inteiras que se recusaram a submeter-se a ele.

Nada além da morte poderia pôr um fim a esta sede de sangue impelida pela conquista. Que ironia ele ter sido ferido por uma mulher! O contraste entre Abimeleque e o povo temente a Deus na Bíblia é grande. Aquele queria controlar a nação; este está disposto a ser controlado pelo Senhor.

Pontos fortes e êxitos:

• Autoproclamou-se rei de Israel.

• Planejador e organizador tático qualificado.

• Ocupações: Autoproclamou-se rei e juiz e criou muitos problemas.

• Familiares: Pai – Gideão; único irmão sobrevivente - Jotão.

“Assim, Deus fez tornar sobre Abimeleque o mal que tinha feito a seu pai, matando os seus setenta irmãos. Como também todo o mal dos homens de Siquém fez tornar sobre a cabeça deles; e a maldição de Jotão, filho de Jerubaal, veio sobre eles” (Jz 9.56-57).

Sua história encontra-se em Juízes 8.31 – 9.57. Ele é também mencionado em 2 Samuel 11.21.

Conheça a história da Líbia
Golpe militar depôs o rei Idris e levou o coronel Kadhafi ao poder, em 1969.

Membro da Opep, país é um dos principais produtores de petróleo na África.

Do G1, com agências internacionais

Editoria de Arte / G1
Agora separada entre o leste, nas mãos da oposição, e o oeste, nas de Kadhafi, a Líbia é historicamente um cruzamento do Maghreb e do Machrek, marcada por tradições tribais. Passou à idade moderna no século XX, graças a suas imensas reservas de petróleo.

Por muito tempo oculta pela forte personalidade de seu líder e "guia", o coronel Muamar Kadhafi, a Líbia vive uma insurreição sem precedentes.

Independente desde 1951, com a ascensão ao poder do rei Idriss al-Senoussi, o país é dirigido pelo ex-capitão, promovido a coronel pelo golpe de Estado de setembro de 1969.

Ironia da história, o golpe de Estado de Kadhafi e dos 60 oficiais rebelados começou em Benghazi, epicentro hoje da contestação.

Trípoli, antigo cruzamento de rotas comerciais, abrigo de piratas e mercadores de escravos antes da era moderna, é a capital deste vasto Estado de 1,76 milhões de km2 - 93% dele desértico.

Com uma população de 6,3 milhões de habitantes, entre eles 1,5 milhão de imigrantes, essencialmente africanos, concentrada nas margens do Mediterrâneo, a Líbia tira suas riquezas do subsolo, rico em hidrocarbonetos, principalmente no leste do país.

O rei Idris chega ao Egito, onde se exilou após o golpe de 1969, enquanto o coronel Kadhafi discursa para a população, em Trípoli

Até meados do século XX, vivia da agricultura, submetida aos caprichos do clima. País pobre, a Líbia sobrevivia com a ajuda internacional.

A descoberta da jazida de petróleo em Zaltan, em junho de 1959, por geólogos da gigante americana Esso (hoje Exxon), no oeste do país, mudou o tom. O coronel Kadhafi ordenou a nacionalização das jazidas. Mas o país ainda dependia da tecnologia das empresas internacionais para a exploração do ouro negro.

Membro da Opep, a Líbia é um dos principais produtores de petróleo na África, com 1,8 milhão de barris por dia. Suas reservas são avaliadas em 42 bilhões de barris. O petróleo representa mais de 95% das exportações e 75% das receitas do Estado.

O país, que empreendeu desde o levantamento do embargo, em 2003, uma série de reformas para liberalizar a economia, registrou um crescimento de 10,3% em 2010 e a previsão é de que venha a crescer cerca de 6,2% em 2011. Concedeu, nos últimos anos, contratos a numerosas sociedades multinacionais.

Localização
Situada entre a Tunísia, a oeste, e o Egito, a leste, a Líbia corresponde, historicamente, a soma das regiões Tripolitana (oeste), Cirenaica (leste) e Fezzan (sul).

A Cirenaica, hoje nas mãos dos rebeldes e militares que deixaram o dirigente líbio, está historicamente voltada para o Egito e o Machrek - um termo que se refere a uma área geográfica em torno das partes leste e sul do Mar Mediterrâneo - região que demonstrava, às vezes, hostilidade em relação ao poder central.

No sul, Fezzan, uma zona mais desértica e mais tribal, mantém contatos com a Tripolitana, voltada para o Maghreb - uma região africana que abrange, em sentido estrito, Marrocos e Sahara Ocidental -, e com a Cirenaica.

Sistema de governo
Sob o impulso do coronel Kadhafi, o país aboliu as instituições parlamentares, enaltecendo o anti-imperialismo, o pan-arabismo e o Islã.

Após o golpe militar de 1969, ele começou a implantar seu próprio sistema político, a Terceira Teoria Universal, expresso no “Livro Verde”, livro que publicou nos anos 1970 e que o acompanha nos discursos.

O sistema é apresentado como uma alternativa nacional ao socialismo e ao capitalismo, combinada com aspectos do islamismo. Derivado em parte de práticas tribais, supõe a implementação pelo próprio povo líbio de uma forma única de “democracia direta”.

Vindo de uma família pertencente a uma pequena tribo, o coronel Kadhafi passou em 40 anos por várias situações de oposição: viu líderes tribais suplantados por tecnocratas, líderes religiosos em desavença com sua aproximação do Islã, estudantes de Benghazi manifestando-se em 1976, monarquistas nostálgicos da realeza, e até militares que desertaram.

Nos anos 80, seu regime apoiou grupos terroristas como o Setembro Negro, que assassinou atletas israelenses nas Olimpíadas de Munique e o grupo separatista basco ETA, acusado de centenas de mortes na Espanha.
Cabine do avião da Pan Am que sofreu atentado com 259 pessoas a bordo em Lockerbie, na Escócia, em 1988 (Foto: AFP)

Kadhafi também negou a extradição do terrorista líbio Abdel Basset al Megrahi, que em 1988 foi acusado de colocar uma bomba num voo da PanAm que explodiu na Escócia, matando 270 pessoas.

Nos anos 90, assumiu responsabilidade pelo ataque ao voo e pagou indenização aos familiares das vítimas, pondo fim a anos de sanções da ONU (Organização das Nações Unidas). Em 2003, foi tirado da relação de países com ligações com terroristas pelo então presidente dos EUA, George W. Bush. Em 2008, os dois países assinaram um acordo bilateral que normalizou a relações e voltaram a ter embaixadores pela primeira vez desde 1973. No mesmo ano, a ONU aceitou que a Líbia participasse do Conselho de Segurança como membro não permanente e em 2010 o país foi eleito para o Conselho de Direitos Humanos da organização.

Conheça a trajetória de Muammar Kadhafi, ex-ditador da Líbia

Excentricidade e sarcasmo marcaram os 42 anos do seu governo.

Kadhafi ignorou apelo de rendição da comunidade internacional e rebeldes.
Do G1, com agências internacionais*

O coronel e ex-ditador da Líbia Muammar Kadhafi, morto nesta quinta-feira (20) após um ataque feito por forças rebeldes, segundo informações divulgadas pelo Conselho Nacional de Transição, que lidera o novo governo do país, foi fiel à sua reputação de indivíduo combativo e desafiador. Ele ignorou até o fim os chamados da comunidade internacional e dos rebeldes para se render ao movimento contra ele iniciado no país em fevereiro deste ano.

Após governar a Líbia com mão de ferro por 42 anos, Kadhafi terminou deposto em meio à chamada "Primavera Árabe", seguindo os passos dos ditadores tunisiano, Zine al Abidine Ben Ali, que caiu em janeiro, e egípcio, Hosni Mubarak, que deixou o poder em fevereiro.

Perseguido pelo Tribunal Penal Internacional por crimes contra a humanidade cometidos em seu país desde o início da rebelião, no dia 15 de fevereiro, o coronel havia chamado os rebeldes líbios de "ratos" durante todo o conflito.

Chegada ao poder
Kadhafi, o veterano entre os líderes árabes e africanos, nasceu - segundo sua própria lenda - em uma tenda beduína no deserto de Sirte em 1942 em uma família de pastores da tribo dos Gadafa. Recebeu uma educação religiosa rigorosa e ingressou no exército em 1965. No dia 1º de setembro de 1969, aos 27 anos, liderou o golpe de Estado que depôs, sem derramamento de sangue, o velho rei Idris. Em 1977, proclamou a "Jamahiriya", que definiu como uma "República de Massas" governada por meio de comitês populares eleitos, e concedeu a si mesmo o título de "Guia da Revolução".

Seu estilo de vida, seus trajes tradicionais, sua maneira caprichosa de exercer o poder neste imenso e rico país petroleiro, pouco povoado, resultaram inconsistentes e imprevisíveis para os ocidentais e também para os árabes.

Com a saariana cáqui, um uniforme militar adornado com dourados, ou com a "gandura", a túnica dos beduínos, Kadhafi gostava de receber autoridades em uma tenda, em Sirte ou no pátio de sua residência-quartel de Bab el Aziziya, no centro de Trípoli.

Sarcástico
Considerado sedutor, apreciava a companhia feminina e com frequência se apresentava rodeado de mulheres com uniforme militar, suas "amazonas".

Personagem teatral, costumava se distinguir por atos e palavras que divertiam as pessoas, mas também lançou insultos contra seus homólogos árabes e elaborou teorias muito pessoais sobre a história e os homens.

Em uma cúpula árabe, em 1988, utilizou uma luva branca apenas na mão direita e explicou que queria deste modo evitar apertar "mãos manchadas de sangue".
Em vários discursos feitos ao povo Líbio, Kadhafi lia passagens do "Livro Verde", compêndio de doutrinas publicado nos anos 1970 e que serve de Constituição para o país.

Nele, que instituiu a "Jamahiriya", o ex-ditador afirma que a democracia não pode ser criada a partir das urnas: "As eleições são uma farsa", afirmou.

Kadhafi declarou sua admiração por Gamal Abdel Nasser, por seu nacionalismo pan-árabe, e várias vezes expressou sua simpatia por Mao Tsé-Tung, líder comunista chinês, Joseph Stálin, um dos líderes da Revolução Russa e governante da antiga União Soviética, e até mesmo Hitler.

Kadhafi e Obama durante reunião do G20, que aconteceu nos Estados Unidos, em 2009 (Foto: Alessandro Bianchi/Reuters)

"Cachorro louco"

Durante décadas, foi acusado de dar apoio a grupos terroristas e utilizar a renda petroleira para financiar rebeliões na África e em outros continentes.

O ex-presidente americano Ronald Reagan chamou o líder líbio de "cachorro louco" e, em 1986, autorizou um ataque aéreo a Trípoli e a Benghazi em resposta a um ataque a bomba contra uma discoteca em Berlim Ocidental. Segundo o governo dos Estados Unidos, o atentado, que matou dois militares americanos e uma mulher turca, teria sido realizado por agentes líbios. O ataque americano matou um dos nove filhos do ex-ditador.

Kadhafi foi considerado um leviano internacional após ser vinculado ao atentado contra um avião americano no céu de Lockerbie, na Escócia (que deixou 270 mortos em 1988), e contra um avião francês no Níger (que deixou 170 mortos em 1989).

Mas, para surpresa de todos, em 2003 aceitou pagar indenizações às famílias das vítimas e anunciou que renunciava a qualquer tipo de vínculo com atividades terroristas, assim como o desmantelamento de seus programas secretos de armas de destruição em massa.

Tais gestos lhe permitiram se reconciliar com o Ocidente. Foi recebido com honras em Paris em 2007 e em Roma em 2010. Em fevereiro de 2009, foi eleito presidente da União Africana.

Mais recentemente, conseguiu dobrar a Suíça, que lhe pediu desculpas pela detenção de seu filho Hannibal em Genebra por agredir os funcionários de um hotel, e ainda recebeu de forma triunfal em seu país Abdelbaset al Megrahi, o líbio condenado pelo atentado à aeronave da Pan Am, libertado pela Escócia por razões de saúde, para a raiva de Washington e Londres.

Apoio de Lula
O ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva se encontrou ao menos quatro vezes com Muammar Kadhafi.

Em 2009, durante encontro da Cúpula da União Africana, que aconteceu em Sirte, cidade onde o coronel líbio foi morto, Lula fez críticas à imprensa pelo que considerou “preconceito premeditado” por sua proximidade com ditadores da região. O discurso começou com Lula dizendo ao ditador líbio Muammar Kadafi: “Meu amigo, meu irmão e líder”.

Se considerava "rei"
Em maio deste ano, Kadhafi provocou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), dizendo que suas bombas não poderiam encontrá-lo. "Estou dizendo aos cruzados covardes que estou em um local em que eles não podem alcançar e me matar", disse em uma transmissão por rádio.

"Não deixarei essa terra, morrerei aqui como um mártir... Devo permanecer aqui desafiante", disse ele em uma das transmissões. Um dos líderes com maior tempo de governo do mundo, Kadhafi não tinha um cargo oficial no governo e era conhecido como o "irmão líder e guia da revolução". Ele lutava por influência na África, exibindo-se para os vizinhos mais pobres com a vasta riqueza de petróleo da Líbia e se denominando "o rei dos reis".

Parte da fortuna da família de Kadhafi está depositada em Portugal
Um jornal traz nesta sexta a informação de que o maior banco público de Portugal tem uma fortuna equivalente a R$ 3,2 bilhões depositada.

Depois da morte de Muammar Kadhafi, todo mundo quer saber onde está a fortuna do ditador. Já começaram a circular algumas informações pelos jornais na Europa. Uma parte da fortuna de Kadhafi, na casa de US$ 1 bilhão, está espalhada por Portugal.

Um jornal traz nesta sexta-feira (21) a informação de que o maior banco público de Portugal tem uma fortuna equivalente a R$ 3,2 bilhões depositada. Esse dinheiro foi para Portugal em 2008, depois da grande briga de Kadhafi com o governo suíço.

O dinheiro estava em bancos suíços, mas o filho mais novo de Kadhafi, Hannibal, estava com a mulher na Suiça quando foi preso, acusado de espancar duas empregadas. Kadhafi, então, ficou muito irritado com o governo suíço.

Para se ter uma ideia de como o ditador, que é de fundos públicos suíços, Kadhafi transferiu essa fortuna da Suíça e espalhou por bancos de todo mundo. Portugal ficou com boa parte dessa fortuna.

O dinheiro, no entanto, está congelado desde março deste ano. Sanções internacionais determinaram que esse dinheiro não podia ser movimentado nem em Portugal, nem em nenhum outro banco do mundo.

Continuam chegando muitas informações sobre o que aconteceu na Líbia e a festa do povo líbio. O governo interino do país ainda manter sob sigilo o local onde Kadhafi vai ser sepultado para evitar uma peregrinação a esse local. Um dos filhos do ex-ditador e porta-voz do governo,Seif al-Islam, está desaparecido.

O corpo de Muammar Kadhafi, capturado em Sirte, cidade-natal dele, foi levado para uma mesquita em Misrata. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) pediu aos líbios para colocar de lado as diferenças. A aliança militar afirmou que vai coordenar o fim de sua ação militar com a Organização das Nações Unidas e com o governo de transição líbio.

Muammar Kadhafi foi o único líder árabe capturado e morto pelos rebeldes do próprio país, que só chegaram à vitória depois da intervenção das forças militares ocidentais.

França vê operação da Otan na Líbia ‘terminada‘ após morte de Kadhafi

Ex-ditador foi morto em ataque a comboio na quinta-feira em Sirte.

Para chanceler francês, próxima semana será de transição na Líbia.

Da AFP

A França acredita que a operação militar da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) na Líbia pode ser considerada "terminada" depois da morte do ex-ditador Muammar Kadhafi, afirmou o ministro ministro francês das Relações Exteriores, Alain Juppé.

"Acredito que podemos dizer que a operação militar terminou, que todo o território líbio está sob controle do Conselho Nacional de Transição (CNT) e que, sob a reserva de algumas medidas transitória na próxima semana, a operação da Otan chegou ao fim", declarou Juppé.

"A operação deve terminar hoje porque o objetivo, acompanhar as forças do Conselho Nacional de Transição na libertação do território, foi alcançado", completou.

"Nosso objetivo não era matar Kadhafi. Quando digo nós, falo da coalizão da França na Otan. Nosso objetivo era forçá-lo a abandonar o poder. Correspondia ao Conselho Nacional de Transição capturá-lo e julgá-lo".

Médico afirma que bala na barriga matou Muammar Kadhafi na Líbia

Relatos sobre o motivo da morte do ex-ditador são conflitantes.

Ex-ditador foi morto em ataque a comboio na quinta-feira em Sirte.
Da Reuters

O ditador Muammar Kadhafi foi fatalmente ferido por uma bala em seus intestinos depois de ser capturado, de acordo com um médico que examinou o corpo, em meio a relatos conflitantes sobre a morte do ex-ditador da Líbia, ocorrida na véspera.

Gaddafi, de 69 anos, foi morto na quinta-feira depois de capturado por combatentes líbios do governo provisório, a quem ele havia chamado de "ratos" no começo da insurreição de oito meses que pôs fim a seus 42 anos no poder.

O coronel foi localizado na quinta-feira, quando as forças líbias assumiram o completo controle da cidade-natal de Kadhafi, Sirte, último foco importante de resistência do antigo regime.

"Kadhafi foi capturado vivo, mas morreu depois. Houve uma bala e essa foi a causa primária de sua morte; ela penetrou em suas entranhas", afirmou o dr. Ibrahim Tika à TV al Arabiya. "E houve uma outra bala na cabeça, que entrou e saiu."

Antes, o primeiro-ministro do governo provisório líbio, Mahmoud Jibril, ao ler o que disse ser o relatório da autópsia, disse que Kadhafi foi retirado sem resistência de uma tubulação de esgoto, alvejado no braço e colocado em um caminhão, que foi então alvo de um tiroteio enquanto o levava ao hospital.

Imagens mostravam um homem com os cabelos longos e encaracolados de Kadhafi, coberto de sangue e sofrendo golpes de homens armados.
Tika, que também examinou o filho de Kadhafi, Muatassim, disse que ele teria morrido depois do pai.

"Quanto a Muatassim, houve um ferimento no peito e logo abaixo do pescoço. Havia outros ferimentos nas costas e nas pernas", disse.

Em festa, Líbia comemora nas ruas o fim da era Kadhafi É o primeiro dia, em mais de 40 anos, totalmente livre das mãos de ferro do ex-ditador, que terminou seus dias capturado em um tubo de esgoto.

As imagens da Líbia em festa são históricas. É o fim da ditadura Kadhafi – o homem que, durante 42 anos, reprimiu seu povo com mãos de ferro. O homem que usou dinheiro do petróleo para enriquecer e que terminou seus dias capturado em um tubo de esgoto. Sua imagem chocante, repleta de sangue, correu o mundo. Direto da Tunísia, país que deu origem à chamada Primavera Árabe, o correspondente Carlos de Lannoy conta em detalhes como começou esta sexta-feira (21).

Um vídeo divulgado nesta sexta mostra o ditador Muammar Kadhafi sendo retirado do esconderijo e escoltado por rebeldes. Eles gritam: “Não matem, não matem. Precisamos dele vivo”.

A morte de Muammar Kadhafi está sendo investigada a pedido de Organizações de Direitos Humanos. Imagens mostram que o ditador tinha sido detido vivo, com alguns ferimentos. Em seguida, em outra imagem, Kadhafi aparece morto.

Muammar Kadhafi foi capturado em sua cidade natal, Sirte, que estava sitiada há dois meses. Forças da coalizão internacional deram apoio aos rebeldes e, na manhã de quinta-feira (20), impediram a fuga de um comboio com 80 carros, onde estaria Kadhafi.

Rebeldes contaram que Kadhafi e alguns guarda-costas se esconderam dentro de tubos de esgoto e que foram capturados. Imagens mostram pessoas comemorando em torno do corpo de Kadhafi e de seu filho, Moutassim. Também é possível ver dois corpos, um deles do ex-ministro da Defesa líbio.

No fim do dia, o chefe do governo de transição da Líbia, Mahmoud Jibril, deu explicações sobre as circunstâncias da morte de Kadhafi. Jibril afirmou que Kadhafi foi retirado de uma tubulação de esgoto sem mostrar resistência. Em seguida, houve um tiroteio entre rebeldes e tropas leais ao ditador. Muammar Kadhafi levou um tiro na cabeça, morrendo poucos minutos antes de chegar ao hospital.

Quando a notícia da morte foi divulgada, houve festa em várias partes do país. A Praça dos Mártires, em Trípoli, ficou lotada. Em Benghazi e em Sirte, as comemorações se repetiram.
Um rebelde exibia uma pistola dourada que seria de Kadhafi. Na cidade de Misrata, a comemoração durou quase toda a noite. Pessoas se reuniram nas ruas e soltaram fogos de artifício para comemorar a morte do ditador. Era o fim de oito meses de luta para derrubar uma ditadura que durou 42 anos.

A chamada Primavera Árabe começou em dezembro do ano passado, nas ruas da Tunísia, como um protesto contra o desemprego, a falta de liberdade e a corrupção. O ditador Zine El Abidine Ben Ali caiu dias depois. O movimento se espalhou por vários países da região. Na Líbia, se transformou em conflito de muita violência.

Os protestos continuam no Egito, onde uma forte manifestação popular levou à renúncia de Hosni Mubarak, que agora enfrenta um processo na Justiça. Na Síria, há sete meses, a oposição pede reformas democráticas e a renúncia de Bashar al-Assad. No Iêmen, desde fevereiro, o ditador Ali Saleh também enfrenta manifestações. Os protestos também se espalharam por outros países da região, como Jordânia, Marrocos e Bahrein.

Na Tunísia, no domingo, serão realizadas as primeiras eleições livres depois de 50 anos. “O país está diferente. Antes a polícia não deixava, mas agora podemos falar de política com liberdade. Hoje temos mais orgulho de nós mesmos”, disse um homem.

Estas foram as últimas noticias do g1 de “ O Globo”

As lições dos amantes do poder ficam bem claras para toda a humanidade:

Deus estabeleceu o governo humano visando preordenar e organizar as sociedades; compete aos líderes administrar visando o bem comum de todas as pessoas de suas SOCIEDADES E NÃO PARA ENRIQUECIMENTO ILICITO e extermínio dos mesmos.

Mas quando tais líderes entram pelo caminho contrário Deus permite que as conseqüências lhes alcancem na mesma proporção.

Que Deus tenha misericórdia de cada um de nós em nome de Jesus, amém!

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