sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O PERIGO DA VOLTA DA INFLAÇÃO

Por: Jânio Santos de Oliveira
Presbítero e professor de teologia da Igreja Assembléia de Deus Taquara - Duque de Caxias- Rio de Janeiro
janio-estudosteolgicos.blogspot.com


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A divulgação da inflação dos últimos 12 meses acendeu o sinal amarelo nas hostes governistas, principalmente no Ministério da Fazenda e no Banco Central. A alta de preços de julho-2010 a julho-2011, alcançou 7,3% , a maior desde o ano de 2005 e levou o governo a ficar muito preocupado. Essa inflação, aliada ao recomeço da crise em alguns países da Europa e nos Estados Unidos, está causando muita dor de cabeça aos economistas e à própria presidente Dilma, ela uma expert na matéria, ou seja, uma profunda conhecedora dos meandros da economia.
Se a alta dos preços chegar a 10% o pânico baterá no governo e aí todos os cenários serão favoráveis a volta da inflação, o que a sociedade não mais aceita, pois ainda se lembra dos prejuízos que ela causa, principalmente às classes menos favorecidas.
Alimentos voltam a pressionar inflação, mostra IBGE

Veja como aumentou os preços no mês de setembro:
Alimentos voltam a pressionar inflação, mostra IBGE
Por Agência Estado
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A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou setembro com alta de 0,53%. No período, os preços dos alimentos aumentaram 0,64% e voltaram a pressionar a inflação. O impacto do grupo foi de 0,15 ponto porcentual no índice, o que representa uma participação de 28% na taxa do IPCA em setembro, segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
"O IPCA de agosto já tinha subido bastante por causa dos alimentos. Em setembro, os alimentos continuaram em alta, continuaram puxando o resultado, mas um pouco menos que em agosto", disse Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE.
Vários produtos ficaram mais caros na passagem de agosto para setembro, com destaque para o feijão carioca (6,14%), açúcar refinado (3,82%) e cristal (3,42%), frango (2,94%) e leite (2,47%). Apesar da alta, o grupo alimentação e bebidas mostrou desaceleração de agosto (0,72%) para setembro (0,64%), o que é explicado pelo menor crescimento de preços de determinados itens, como carnes (de 1,84% para 0,99%), frutas (de 3,07% para 1,45%) e pão francês (de 0,63% para 0,57%), além das expressivas reduções nos preços do alho (de -8,96% para -16,84%), cebola (de -7,40% para -7,69%) e tomate (de -0,58% para -6,79%).
O grupo alimentação e bebidas (0,64%), com impacto de 0,15 ponto porcentual, somado a transportes (0,78%), também com 0,15 ponto porcentual, responderam por 0,30 ponto porcentual do IPCA de setembro, o correspondente a 57% da taxa global do mês passado. "Esse é o maior resultado para o mês de setembro desde 2003, quando foi de 0,78%", assinalou Eulina.
Passagens aéreas
Os preços das passagens aéreas impactaram a inflação medida pelo IPCA em setembro. O item exerceu o principal impacto no mês, com uma contribuição de 0,09 ponto porcentual na formação da taxa de 0,53% do índice cheio, segundo o IBGE.
Para viagens em setembro, os voos disponíveis subiram, em média, 23,40% em relação aos disponibilizados pelas companhias aéreas para viagens em agosto, mês em que as tarifas haviam apresentado queda de 5,95%. Como resultado, as despesas com transportes saíram de uma variação de queda de 0,11% em agosto para alta de 0,78% em setembro.
O resultado do grupo foi influenciado ainda pelos combustíveis, que passaram de queda de 0,09% em agosto para alta de 0,69% em setembro. O preço do litro do etanol foi de 0,30% para 3,00%, no período, e o litro da gasolina subiu 0,50%, enquanto em agosto teve queda de 0,14%, na mesma base de comparação.
Houve variação ainda no item conserto de automóvel (de 1,10% para 1,23%), que se manteve em alta, além do seguro voluntário (de -0,88% para 0,86%) e automóveis, tanto novos (de -0,37% para 0,18%) quanto usados (de -0,60% para 0,51%), com aumento de preços após terem se apresentado em queda.



Um dos maiores sucessos brasileiros em todos os tempos foi a derrota da inflação. Os méritos dessa vitória foram de diversos governos desde Sarney até Lula, com destaque para os governos Itamar e FHC que brilhantemente criaram o Plano Real, cujas premissas possibilitaram derrotar o monstro diabólico. Eis que o Banco Central, sob o comando de Henrique Meirelles, alerta sobre o perigo de sua retomada, em seu relatório sobre a última reunião do COPOM.

O Banco Central do Brasil tem sido irreprimível em seu esforço de combate inflacionário, mesmo que seja obrigado a ministrar um remédio amargo, que é a maior taxa de juros do mundo. Já tivemos oportunidade de escrever anteriormente que a alta da taxa de juros não é culpa do Banco Central. Sua missão é controlar a inflação e ponto final. Podemos até discutir se essa seria a abordagem mais correta ou não. Porém ninguém pode afirmar que o Banco Central não atua dentro daquilo que foi definido para ele, tanto segundo a lei como ao senso econômico-financeiro.

A origem da inflação está em outro lugar, qual seja a política econômica e administrativa do país em seus aspectos mais gerais. O Banco Central é como se fosse um administrador financeiro que cuida do caixa. Os demais ministérios e órgãos da administração federal é que têm o controle sobre os gastos e investimentos. O Brasil de hoje é como uma empresa com um excelente diretor financeiro, cercado de incompetência por todos os lados. De nada adianta o administrador financeiro cuidar de seu papel se aqueles responsáveis diretos pelos gastos, pelos investimentos e pela produção, vendas e administração não atuem da forma adequada. O Governo Federal é improdutivo na sua ação, à exceção do BC. Privilegia ações com pequeno valor agregado. Gasta sem controle. Não investe o que deveria. Não prioriza as ações econômicas mais importantes. No afã de livrar-se de culpa o governo hora acusa os empresários, hora os consumidores, taxando-os de responsáveis pela inflação. Esquece, no entanto, que o movimento de distribuição insustentável de renda foi provocado pelo próprio governo, ao aumentar os gastos governamentais e o consumo das pessoas, sem se preocupar com o aumento da produção.

Ocorre que a inflação está voltando por culpa do governo e não dos empresários e consumidores. Empresas e trabalhadores brasileiros são produtivos. Quem é improdutivo é o Governo. A inflação hoje no Brasil é decorrente muito mais da falta de produtividade da administração governamental do que da falta de produtividade das empresas e seus colaboradores. As razões, todos conhecem e começam pela corrupção e ausência do cumprimento a leis. O Presidente Lula sempre falou que sua meta era expandir a demanda interna no país. Essa é a outra causa da dificuldade do Banco Central controlar a inflação. Os economistas sabem que a produção cria a sua própria demanda como afirmava Lorde Keynes. Ou seja: se não existe produção não existirá demanda. Se aumentarmos a demanda sem aumentar a produção, existirá inflação. Em resumo o governo põe o carro na frente dos bois, com isso a carroça pode parar.

Governo gasta demais, e perigo de inflação em 2011 aumenta
Equilibrar as contas vai ser um dos principais desafios do próximo governo. O risco, se isso não acontecer, é a volta da inflação.


O governo admitiu que pode terminar o ano sem cumprir a meta de superávit primário, a economia que o Tesouro faz para ter uma folguinha de caixa. Essa folga garante o pagamento dos juros da dívida pública.
Equilibrar as contas vai ser um dos principais desafios do próximo governo. O risco, se isso não acontecer, sem um equilíbrio das contas, é a volta da inflação. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi muito claro: disse que o governo federal vai cumprir a parte dele no superávit, mas que estados e municípios, mesmo com o aquecimento da economia nesse fim de ano, podem não conseguir atingir a meta.
O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, tenta ser otimista quando o assunto é cumprir a meta de superávit primário esse ano. “Estamos trabalhando para isso. Então, acreditamos que chegaremos ao resultado previsto ou muito próximo dele”, declarou o secretário do Tesouro.
Mas os últimos números são desanimadores. O resultado do superávit primário em novembro, a economia que o governo faz para pagar juros, ficou em pouco mais de R$ 1 bilhão. Caiu muito em relação ao mês anterior, quando foi de R$ 7,7 bilhões, e é bem menor do que em novembro do ano passado, quando passou de R$ 10 bilhões.
O superávit acumulado de janeiro a novembro pelo governo federal é equivalente a 1,95% do Produto Interno Bruto (PIB). A meta para o setor público, que inclui a economia feita por estados e municípios, é de 3,1% do PIB.
O governo ainda faz as contas, mas até o ministro da Fazenda, Guido Mantega, admite que a meta de superávit primário pode não ser alcançada. Para alguns especialistas, isso é um sinal claro de que o governo não se esforçou para economizar esse ano. Preferiu gastar mais para estimular o crescimento da economia. O risco é que isso pode provocar um aumento da inflação.
“O setor público precisa poupar, como qualquer pessoa precisa poupar, para investir. Essa é uma forma de se financiar. Se isso não acontecer em 2011, que eu coloco como desafio ao próximo governo, certamente nós teremos novidades desagradáveis na área do balanço de pagamentos e na área da taxa de inflação”, conta o economista Felipe Ohana.
Os gastos do governo cresceram quase 25% de janeiro a novembro deste ano em comparação com o mesmo período de 2009.




Europa precisa sair da crise com proteção do emprego diz Dilma
Presidente discursou ao lado do presidente da Turquia, Abdullah Gül.
Dilma disse que Brasil e Turquia têm 'potencial' para ampliar comércio.
Do G1, em Brasília

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira (7) em Ancara, na Turquia, que a Europa precisa encontrar uma "saída rápida" da crise financeira que privilegie a "retomada do crescimento e a proteção do emprego".
"O momento de crise aguda por que passa a União Européia nos preocupa. Desejamos para Europa uma saída rápida da crise por meio da busca de maior estabilidade macroeconômica, mas também assegurando a retomada do crescimento, a proteção do emprego e dos segmentos mais vulneráveis da população. Tenho certeza que no G-20 Brasil e Turquia serão países que estarão em sintonia em defesa de uma situação mais harmoniosa do mundo", disse a presidente em declaração conjunta ao lado do presidente da Turquia, Abdullah Gül.



No discurso, Dilma destacou que a relação com a Turquia é "estreita a laços de parentesco", uma vez que a comunidade turca no Brasil é grande. "O fato de parte expressiva do Brasil ter sido formada por pessoas vindas dessa região reforça nossa parceria. (...) Temos nas nossas veias correndo muito do sangue aqui da Turquia."
A presidente afirmou que o perfil econômico dos dois países oferece "ampla base" e "potencial" para o desenvolvimento do comércio.
Conselho da ONU
Dilma Rousseff voltou a defender mais espaço para os países em desenvolvimento no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). "ONU precisa se reformar, se expandir, para se tornar mais participativa e contemplar países que passaram a se destacar no cenário mundial", afirmou Dilma.
Assim como o Brasil, a Turquia não é membro permanente do Conselho de Segurança e pleiteia a cadeira. No discurso, Dilma classificou como "crucial" uma saída pacífica entre Palestina e Israel.
Estava previsto para esta sexta um encontro com o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, mas a reunião foi cancelada devido à morte da mãe do premiê. Dilma deve embarcar para Istambul ainda nesta sexta, onde não terá agenda oficial no sábado (8).

Veja o artigo do Senador Aécio Neves

Em artigo Aécio Neves comenta sobre a volta da inflação – senador diz que redução da taxa de juros e esforço fiscal precisam caminhar juntos
Fonte: Artigo de Aécio Neves – Folha de S.Paulo
Inflação
A inflação é o tributo mais injusto a que uma sociedade pode se submeter. Dela já tivemos o suficiente para amargar duras conseqüências: planos mirabolantes, descontrole e congelamento de preços, confisco de contas bancárias.
Um pesadelo que os mais jovens, mas, só eles, não chegaram a conhecer.
Os números mostram que a inflação voltou a corroer a economia das famílias e já se instalou nas casas dos brasileiros. Os itens mais vulneráveis são os que penalizam a parcela mais frágil da população: alimentos,transporte público, vestuário e despesas pessoais.
Preocupa, primeiro, a taxa acumulada de 7,23% ao ano, medida pelo índice oficial de inflação (IPCA de agosto). O item “alimento no domicílio” aumentou em 9,8% nos últimos 12 meses. Para quem se alimenta fora de casa, grande parte dos trabalhadores, o aumento foi ainda maior (11,5%).
Preocupa ainda mais a tendência de alta, confirmada pelo IPCA-15. No mês terminado em 15 de setembro, a inflação passou de 0,27% neste indicador, em agosto, para 0,53%. Em 12 meses, a taxa subiu para 7,37%. As altas acumuladas, nesse período, foram alimentos (10,3%), transporte público (9,9%), vestuário (9,6%) e despesas pessoais (8,8%). São danos consideráveis ao orçamento de qualquer um.
Como muitos de nós constatamos, a recente redução da taxa de juros, tão esperada por todos, só faria sentido se acompanhada de um esforço fiscal restritivo, que, infelizmente, não aconteceu até agora.
Surpreendentemente, o governo adota medidas inflacionárias no momento de grande expectativa de que a crise internacional poderá reduzir significativamente o ritmo de atividade na economia doméstica.
Com isso, pode-se arriscar dizer que o governo extinguiu a bem sucedida política – aqui e no mundo – de v, inaugurada no Brasil em 1999.
À apreensão dos agentes econômicos associa-se a abrupta desvalorização de 9,2% da taxa de câmbio, ao se comparar a cotação média na semana imediatamente anterior à redução da Selic com a cotação média da semana terminada em 21 de setembro. Essa desvalorização, neste ritmo, preocupa pela incerteza que sinaliza e pelo impacto inflacionário futuro.
Não há motivo para pânico, mas, claramente, novos desafios estão colocados para o governo. O controle de preços foi conquista duríssima da sociedade brasileira. Não temos o direito de colocá-la em risco.
Nada justifica o retorno a políticas voluntaristas que emperraram no passado o crescimento da nossa economia, danificaram empresas e instituições e, o pior, penalizaram especialmente os mais pobres, limitando durante anos perdidos a possibilidade de uma vida melhor.

DIlma com o presidente turco Abdullah Gül (Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência)
Fórum empresarial
Mais cedo, a presidente compareceu a fórum empresarial com executivos brasileiros e turcos. Ela falou sobre a reunião do G-20 em Cannes, em novembro. Para Dilma, Brasil e Turquia precisam continuar buscando um maior espaço no processo decisório das instituições econômicas e financeiras internacionais.
'Na cúpula de Cannes, Brasil e Turquia devem juntos pressionar por resultados concretos que superem muitas vezes a imobilidade política das lideranças envolvidas', discursou Dilma durante a cerimônia de encerramento do seminário empresarial.
Presidente Dilma discursa em evento empresarial na Turquia (Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência)
A Turquia é a última etapa da viagem de Dilma pela Europa. A presidente foi a Bruxelas, onde se reuniu com líderes belgas e da União Européia, e à Bulgária, onde visitou a terra natal do pai.



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